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Por que é tão difícil aceitar um novo suporte?

opinion-review · 2026-08-26

A curadora da exposição imersiva 'O Brasil de Tarsila', no Nubank Arte Lab, defende o formato imersivo contra o preconceito do circuito acadêmico e curatorial. Ela argumenta que o preconceito surge quando o suporte é julgado antes do conteúdo, e que exposições imersivas podem ser tão válidas quanto as tradicionais, dependendo do que se faz com elas. A mostra, que teve curadoria de Juliana Miraldi e da autora, envolveu um ano de pesquisa para conectar cada sala ao contexto das obras de Tarsila do Amaral. Em contrapartida, o Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão, apresenta 16 obras originais da artista, incluindo 'Operários'. A curadora ressalta que são experiências diferentes, e que a ausência de originais não deve ser usada como argumento contra a imersiva. Ela também compara a trajetória de Tarsila, que enfrentou preconceitos por ser mulher e paulistana, com o atual ceticismo em relação ao novo formato.

Key facts

  • Exposição imersiva 'O Brasil de Tarsila' em cartaz no Nubank Arte Lab.
  • Curadoria de Juliana Miraldi e da autora do texto.
  • Um ano de pesquisa para a curadoria da exposição.
  • Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão, exibe 16 obras originais de Tarsila do Amaral, incluindo Operários.
  • Autora defende que o preconceito contra o formato imersivo é injustificado.
  • Ela afirma que o suporte não é o problema, mas o que se faz com ele.
  • Tarsila do Amaral enfrentou preconceitos por ser mulher e paulistana.
  • O texto foi publicado originalmente no site ArteRef.

Entities

Artists

Institutions

  • Nubank Arte Lab
  • Palácio Boa Vista
  • ArteRef

Locations

  • Campos do Jordão
  • Brasil

Sources